01 — Cirurgia Oncológica de Alta Complexidade

Grupo HPBOncodigestivo

Cirurgiões oncológicos que operam em conjunto no tratamento cirúrgico de tumores do fígado, do pâncreas, do aparelho digestivo e da superfície peritoneal.

Pelo menos dois cirurgiões sêniores na mesa, em cada procedimento de alta complexidade.

Curitiba · PR   São Paulo · SP São Marcelino Champagnat · São Vicente · Santa Cruz · Pilar · Vila Nova Star · São Luiz Itaim
Cirurgiões do Grupo HPB Oncodigestivo em procedimento cirúrgico

02 — O Grupo

O Grupo HPB Oncodigestivo reúne cirurgiões oncológicos dedicados ao tratamento cirúrgico dos tumores do aparelho digestivo, do fígado, das vias biliares, do pâncreas e da superfície peritoneal — o conjunto de operações que, pela extensão da ressecção e pela proximidade com estruturas vasculares nobres, concentra-se em um número pequeno de serviços.

O grupo atua em hospitais de Curitiba e São Paulo, mantém reunião multidisciplinar semanal para discussão dos casos e oferece programa de formação complementar para cirurgiões que querem se especializar.

A decisão mais importante costuma ser tomada antes da primeira incisão.

03 — O Modelo

Pelo menos dois cirurgiões sêniores, em cada operação.

Nos procedimentos de maior complexidade, o grupo opera com pelo menos dois cirurgiões oncológicos sêniores na mesa. Não se trata de um cirurgião assistido por um profissional em formação: cada um é cirurgião principal nos seus próprios casos e primeiro assistente nos casos do colega. O papel se inverte, caso a caso, entre pares de experiência equivalente.

Grandes aeronaves são conduzidas por dois pilotos experientes. Em operações que podem ultrapassar oito horas, e nas quais o tempo cirúrgico e o volume de sangramento estão entre os fatores associados a complicações, a lógica não deveria ser diferente. Quando surge o imprevisto, ter ao lado um cirurgião tão qualificado quanto você não é redundância — é o que permite que a melhor decisão seja tomada no momento em que ela precisa ser tomada.

04 — Por Que Importa

O que muda quando a equipe é especializada

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A experiência acumulada tem peso mensurável

Há mais de duas décadas a literatura cirúrgica internacional documenta associação consistente entre o volume de procedimentos realizados por uma equipe e os resultados operatórios em cirurgias de alta complexidade, particularmente nas ressecções do pâncreas, do esôfago, do estômago e do fígado. Estudos populacionais conduzidos nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Holanda e na Alemanha, reunindo centenas de milhares de pacientes, apontam na mesma direção. A própria literatura mostra, no entanto, que o volume isoladamente não define a qualidade de um serviço: existe variação relevante entre equipes de volume semelhante.

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O que separa os melhores resultados não é a ausência de complicações

Ao comparar hospitais com desfechos muito diferentes em cirurgia de grande porte, pesquisadores norte-americanos encontraram taxas de complicação semelhantes entre eles. O que variava era a proporção de pacientes que morriam depois de ter complicado, fenômeno descrito na literatura como failure to rescue. Em ressecções pancreáticas, gástricas e esofágicas, pacientes operados em centros de menor volume apresentaram cerca de 1,7 vez mais chance de uma complicação maior, e cerca de 3,2 vezes mais chance de óbito uma vez que ela ocorresse. A implicação é direta: complicações não são um evento raro a ser negado, são uma possibilidade real em qualquer serviço. O que se pode construir é a capacidade de identificá-las cedo e tratá-las depressa, com terapia intensiva, radiologia intervencionista, endoscopia e suporte transfusional disponíveis, e com uma equipe cirúrgica que permanece envolvida no pós-operatório.

03

A primeira operação define o que vem depois

Em praticamente todos os tumores tratados pelo grupo, a completude da ressecção aparece na literatura como fator prognóstico independente. Em câncer de ovário avançado, uma meta-análise reunindo 81 coortes estimou que cada aumento de 10% na proporção de pacientes com citorredução máxima correspondia a um aumento de 5,5% no tempo de sobrevida mediana. Em pseudomixoma peritoneal, um estudo pareado com mais de mil pacientes descreveu sobrevida em dez anos de 54% após citorredução completa, contra 31% após cirurgia de redução parcial. Há um segundo achado, menos conhecido: cirurgias prévias não definitivas figuram entre os preditores independentes de pior sobrevida após o tratamento cirúrgico completo.

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Nenhuma decisão isolada

Os casos tratados pelo grupo são apresentados em reunião multidisciplinar semanal, com cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos, radiologistas, patologistas e radio-oncologistas. A justificativa não é protocolar. Em um centro terciário que analisou 438 casos de doença pancreática, a discussão multidisciplinar modificou o diagnóstico em cerca de 22% dos pacientes e alterou a avaliação de ressecabilidade em cerca de 30%, com maior discordância justamente nos tumores classificados como borderline, aqueles em que a decisão entre operar de imediato, tratar primeiro ou não operar é mais difícil e tem maior consequência.

Nos tumores abdominais que tratamos, a operação costuma ser a etapa em que mais se decide o resultado. Uma ressecção incompleta raramente é compensada pelo que vem depois. É por isso que a primeira cirurgia importa tanto: é nela que se define o que ainda pode ser oferecido ao paciente.

05 — Equipe Cirúrgica

Quem opera

Retrato do Dr. Andrea Petruzziello

Dr. Andrea Petruzziello

Cirurgião Oncológico

CRM-PR 26107 · CRM-SP 187783 · RQE 17700

Graduação e residência em cirurgia geral pela UFPR e residência em cirurgia oncológica no Hospital Erasto Gaertner. Clinical fellowship no Institut Régional du Cancer de Montpellier e pós-graduação em cirurgia hepatobiliar no Hôpital Paul Brousse, Université Paris-Sud. Pós-graduação em oncologia peritoneal em Lyon e Paris. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Retrato do Dr. Marciano Anghinoni

Dr. Marciano Anghinoni

Cirurgião Oncológico

CRM-PR 16867 · RQE 16123

Graduação pela UFPR e residência em cirurgia oncológica no Instituto Nacional de Câncer, no Rio de Janeiro. Fellowship em metástases hepáticas colorretais no MD Anderson Cancer Center. Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR.

Retrato do Dr. Cristiano Ontivero Pereira

Dr. Cristiano Ontivero Pereira

Cirurgião Oncológico

CRM-PR 33392 · RQE 28088

Graduação pela UFPR, residência em cirurgia geral pela UEL e residência em cirurgia oncológica no Hospital Erasto Gaertner. Fellowship em cirurgia hepatobiliopancreática no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Retrato do Dr. Jeferson Luis Mattana

Dr. Jeferson Luis Mattana

Cirurgião Oncológico

CRM-PR 24932 · RQE 15396

Residência em cirurgia oncológica no Hospital Erasto Gaertner e pós-graduação em cirurgia minimamente invasiva pelo Instituto Jacques Perissat. Formação em microcirurgia endoscópica transanal no Institut Universitari Parc Taulí, na Espanha, e em cirurgia de preservação esfincteriana no Lankenau Medical Center, na Filadélfia.

Dra. Vivian Pirotti Sauerwein

Cirurgiã do Aparelho Digestivo

CRM-PR 56259 · RQE 37475

Cirurgiã geral e do aparelho digestivo pelo Hospital Ipiranga, em São Paulo. Fellow em cirurgia HPB e oncologia digestiva no Hospital São Marcelino Champagnat.

Retrato do Dr. Jorge Nahas

Dr. Jorge Nahas

Cirurgião Oncológico

CRM-SP 97975

Cirurgia oncológica do aparelho digestivo, do fígado e do peritônio. Atua em São Paulo, no Hospital Vila Nova Star e no Hospital São Luiz Itaim, onde coordena o pronto-socorro cirúrgico.

06 — Especialidades

Áreas de atuação

Cirurgia Hepática e das Vias Biliares

Ressecção de tumores primários do fígado e de metástases hepáticas, incluindo hepatectomias maiores e abordagem laparoscópica e robótica.

Cirurgia Pancreática

Duodenopancreatectomia, pancreatectomia distal e tumores periampulares e neuroendócrinos, com ou sem reconstrução vascular.

Oncologia Peritoneal e HIPEC

Citorredução com quimioterapia hipertérmica intraperitoneal. Pseudomixoma peritoneal, mesotelioma e metástases peritoneais.

Tumores de Esôfago e Estômago

Esofagectomia e gastrectomia total ou parcial, por via aberta, laparoscópica ou robótica.

Tumores de Cólon e Reto

Colectomias, retossigmoidectomias e cirurgias de preservação esfincteriana por abordagem minimamente invasiva.

Câncer de Ovário Avançado

Tratamento cirúrgico do câncer de ovário com comprometimento peritoneal extenso.

Sarcomas e Tumores Retroperitoneais

Ressecção de tumores retroperitoneais de grande porte, com ou sem ressecção de órgãos adjacentes.

Tumores Adrenais

Ressecção de tumores da glândula adrenal, incluindo feocromocitomas, adenomas e metástases adrenais.

Tumores Renais com Trombo de Veia Cava

Ressecção de trombos tumorais em veia cava inferior, incluindo casos de extensão supra-hepática que requerem técnicas de exclusão vascular.

Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva

Tumores esofagogástricos, colorretais e hepatobiliopancreáticos por abordagem robótica ou laparoscópica de alta complexidade.

07 — Ensino e Discussão de Casos

O que sustenta a rotina

Reunião multidisciplinar semanal

Os casos são apresentados e discutidos com oncologistas clínicos, radiologistas, patologistas e radio-oncologistas antes da definição de conduta.

Formação complementar

O grupo oferece programa de formação complementar para cirurgiões que querem se especializar em cirurgia oncológica do aparelho digestivo.

Casos encaminhados

Parte relevante dos pacientes atendidos pelo grupo chega por encaminhamento de outros serviços, antes de qualquer procedimento, para que a decisão cirúrgica seja tomada em conjunto.

08 — Hospitais

Onde operamos

Curitiba · PR

Hospital São Marcelino Champagnat

Av. Presidente Affonso Camargo, 1399 · Cristo Rei

Hospital São Vicente

Av. Vicente Machado, 401 · Centro

Hospital Santa Cruz

Av. do Batel, 1889 · Batel

Pilar Hospital

Av. Desembargador Hugo Simas, 322 · Bom Retiro

São Paulo · SP

Hospital Vila Nova Star

Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 126 · Vila Nova Conceição

Hospital São Luiz Itaim

Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 95 · Itaim Bibi

09 — Contato

Contato

Curitiba · PR

Dr. Andrea Petruzziello (41) 9 9278-6239
Dr. Marciano Anghinoni (41) 9 9887-2337
Dr. Cristiano Ontivero Pereira (41) 3207-9797
Dr. Jeferson Luis Mattana (41) 3083-0899
Dra. Vivian Pirotti Sauerwein (41) 3087-7600

São Paulo · SP

Dr. Andrea Petruzziello (11) 9 6447-1540
Dr. Jorge Nahas (11) 3003-3230